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Conferência debate integridade das informações e combate à desinformação

Evento reúne, nos dias 02 e 03, pesquisadores, instituições de ensino, governo, órgãos de pesquisa e fomento à ciência

Imagem: Participantes da abertura da Conferência Livre (Naiara Demarco - CGCOM/CAPES)

A criação de estratégias para a integridade das informações e o combate à desinformação foram tratados na abertura da Conferência Livre: Ciência no Combate à Desinformação, ocorrida na CAPES, na terça-feira (02). O evento reúne, até hoje (03), pesquisadores, instituições de ensino, governo, órgãos de pesquisa e fomento à ciência, e é preparatório para a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (5CNCTI), que acontece de 4 a  de junho, em Brasília. 

Denise Pires de Carvalho, presidente da CAPES, destacou, em vídeo, a importância de um debate de alto nível para discutir estratégias: “temos assistido, dia após dia, ao avanço do uso malicioso e criminoso das tecnologias de informação”. E reforçou que “o obscurantismo que procuramos combater se apropria, inclusive, da ciência para negar a própria ciência e gerar o caos”. Para ela, o antídoto dessa desconstrução existe: “a busca incessante pela verdade”.

Tiago Braga, diretor do Ibict, ressaltou que “a comunidade científica precisa ter o protagonismo sobre o combate à desinformação”, levando o tema para dentro da ciência. O gestor comentou que desde o ano passado, a partir de um entendimento da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), o Instituto tem empenhado esforços, com outras instituições, para avançar em uma estratégia que garanta a integridade das informações divulgadas.

O impacto que a desinformação causou na sociedade, durante a pandemia, foi lembrado por Luciana Servo, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Para ela, é necessária uma “rede forte, reconhecida e ampla”, que consiga fazer a discussão sobre combate à desinformação. João Brant, secretário de Políticas Digitais da Secom, explicou que organizações como a ONU e a Unesco estão promovendo ações direcionadas às redes digitais, estando o Brasil habilitado para promover o debate de alto nível.

Débora Menezes, diretora de Análise de Resultados e Soluções Digitais do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), realçou que no caminho de retrocessos pela qual passa a sociedade, de tempos em tempos, a “desinformação é algo muito bem concebido para puxar para trás”. Edward Madureira, assessor da presidência na Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), refletiu que o problema da desinformação é algo novo e complexo que vai exigir trabalho conjunto de todos.

Guilherme de Paula Correa, coordenador de Tecnologias Digitais na Secretaria de Empreendedorismo e Inovação do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) , salientou a necessidade de usar a própria tecnologia para combater a desinformação, citando programas que estão sendo desenvolvidos. Por fim, Nina Santos, pesquisadora na Universidade Federal da Bahia (Ufba), da Université Panthéon-Assas e diretora do Aláfia Lam, apresentou possíveis cenários, desafios e caminhos para uma agenda internacional a partir do Sul.

A Conferência Livre é organizada por CAPES, Ibict, CNPq, Finep e Ipea e pode ser assistida, na íntegra, na página da CAPES no YouTube. 

Com informações da CGCOM/CAPES.